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Carraças - E se o cão já estiver infectado?

7.5.12
Saúde| Em primeiro lugar, está contra-indicado arrancar a carraça, pois ao fazê-lo estaremos somente a eliminar o corpo da carraça, visto que a parte da boca manter-se-á agarrada à pele do cão, podendo causar reacções locais com a formação de granulomas.

O ideal é aplicar umas gotas de vaselina ou parafina líquida em volta da carraça, massajar suavemente com a ajuda de um pinça até que fique mais solta e depois removê-la com cuidado, fazendo movimentos circulares, como que a desaparafusar um parafuso. Peça ajuda ao médico-veterinário do seu cão antes de tentar aplicar esta técnica. Após remover a carraça, devemos mergulhá-la em álcool, para que se consiga eliminar também os ovos. É importante lavar bem as mãos após a remoção e manipulação das carraças. Também existem instrumentos especiais para a extracção do parasita, como pinças de carraças, que se podem adquirir em lojas especializadas.

Concluindo, as carraças são agentes de doença e causadores de enormes prejuízos ao nível das explorações pecuárias e de Saúde Pública. Apesar de ser impossível erradicar as carraças, podemos tomar medidas de controlo e de luta contra as carraças que impeçam a disseminação de pragas e o estabelecimento de novos focos de doença.

A Carraça

6.5.12
SAÚDE| Nos dias que corremos desparasitar interna e externamente é fundamental para a saúde do nosso animal. A Desparasitação Externa deve ser feita com a devida regularidade, por exemplo, 1 vez por mês, no caso das pipetas (no caso do Advantix), ou 4 meses no caso da coleira Scalibor. Existem imensos seres minúsculos que podem picar os nossos cães. Alguns podem transmitir doenças bastantes mais graves. Falaremos detalhadamente em breves artigos dos seguintes insectos: carraças (aqui e aqui), pulgas, mosquitos - nomeadamente o transmissor da dirofilariose (Culex pipiens pipiens) e flebótomos. 

A carraça é um parasita externo que se alimenta do sangue do hospedeiro - aves, mamíferos e alguns repteis. Sabia que algumas carraças escondem-se nas árvores e caem no hospedeiro quando este passa? Além de caírem das árvores para o corpo dos hospedeiros, ainda se podem esconder em áreas com erva alta e aguardarem pela passagem de um possível hospedeiro.

Saltar? Voar? Nada disso, a carraça não consegue tal proeza, apenas se prende ao hospedeiro através do contacto físico. A carraça, com o seu ar matreiro, apercebe-se da passagem da próxima "vítima" e zás, salta-lhe para o corpo e procura um lugar bem aconchegadinho - pescoço ou cabeça. Alimenta-se do sangue do hospedeiro, e assim que se sacia desprende-se voluntariamente e cai no solo para continuar a sua vidinha.

Perguntam-me agora: Então e lesões dessa sugadora descarada, não existem??
Existem, meus amigos! A carraça pode provocar doenças ou lesões, passamos a citar:
  • Lesões pela acção das suas peças bucais na pele.
  • Efeitos tóxicos, pois a saliva da carraça contém neurotoxinas que podem causar paralisia.
  • A ingestão de grandes quantidades de sangue pode levar à anemia e a um estado de debilitação.
  • Transmissão de outras doenças causadas por protozoários, bactérias e vírus. 
Cada espécie de carraça pode transmitir uma ou várias doenças entre as quais destacamos:
  • Babesiose: Doença causada pela Babesia canis e B. gibsoni, caracterizada por febre, anorexia e anemia. É fatal se o cão não for tratado a tempo.
  • Borreliose ou Doença de Lyme: é das zoonoses transmitidas por carraças mais importantes. Causada pela bactéria Borrelia burgdorferi que produz quadros de febre, anorexia, poliartrite, miopatias e adenopatias.
  • Ehrlichiose: Doença causada pela bactéria Ehrlichia canis que causa febre, problemas respiratórios, edema e vómitos, na fase aguda.
A temperatura, a humidade, horas e intensidade da luz são as condições essenciais à sobrevivência da espécie. Assim que as horas de luz e temperatura aumentam, aumenta a actividade das carraças.

O esquema que se segue explica a essência o ciclo do desenvolvimento da carraça.