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Ida ao veterinário

4.5.12
SAÚDE| Ontem, fomos ao veterinário. Estava na altura de vacinar, desaparasitar internamente e até mudar a propriedade do Lucas. 
Portou-se dentro dos conformes, mostrou firmemente que só sossegava no meu colo.
Então o diagnóstico foi feito com ele encostado a mim. Manias, manias do Sr.Lucas!

Peso: 6.6Kg de doçura e mimo

Pele sem lesões. Pêlo hidratado. Ouvidinhos limpos e sem infecções. Olhos.... bem estima-se que a visão tenha piorado, para ficarem com uma ideia o Dr. fez a seguinte comparação: Imagine que tem óculos e que estão embaciados, o que consegue ver? Sombras, certo? Neste momento, é mais ou menos isso que o Lucas consegue ver - sombras. 

Deixou-se vacinar sem problemas, ainda que no colinho. Portanto, contra a Esgana, Parvovirose, Leptospirose e Hepatite vírica já está protegido. Só teremos de lá voltar em Outubro para a vacina da raiva e para nova desparasitação interna.

Não sei se se questionam acerca do porquê de não falar da vacina da Leishmaniose. Não falei propositadamente, por não tencionar dar (por agora). O Dr. foi bastante esclarecedor acerca da Leishmaniose e da Dirofilariose, deixou ao meu critério a escolha e a análise dos nossos momentos de lazer. Há que balançar custo vs benefício, sendo que o Lucas já revelou ter vários problemas a nível intestinal e gástrico.  Será com base na explicação que ele deu, que em breve teremos um artigo sobre ambas as doenças.

Finalmente, e não menos importante a FAT (Família de Acolhimento Temporário) já nos havia enviado os documentos para mudarmos a propriedade do Lucas. O Lucas está oficialmente declarado como sendo propriedade de Joana Silva.

VACINAÇÃO: Pós-vacina

18.4.12


Entrevista| No seguimento dos dois artigos anteriores, eis-que surge hoje o terceiro artigo sobre a VACINAÇÃO. Já vimos o início de todo o processo de vacinação, a importância das vacinas e quais as vacinas, hoje veremos o PÓS-VACINA.

Relembro, mais uma vez e nunca é demais, que esta série de 3 artigos resultaram de uma entrevista prévia com a médica veterinária Marta Guerreiro.




O Mundo do Lucas: Após a vacina, existem comportamentos/reacções que nos devem deixar alerta? Se sim, o que devemos fazer?
Marta Guerreiro: Após a vacinação é possível verificar algum estado de mais apatia e prostração no dia da sua administração. De modo geral as reacções associadas ao uso das vacinas podem ser divididas em locais e sistémicas ou "normais" e "inapropriadas". Alguns dos principais efeitos adversos da vacinação são reacções locais como dor, edema, inchaço e granulomas que são consideradas as reacções mais comuns. Mais comumente pode-se observar o desenvolvimento de inchaços locais no ponto de aplicação que podem ser firmes ou de consistência mais pastosa e costumam durar cerca de 1 semana, surgindo 1 dia após a vacinação. A formação de um nódulo no local da aplicação, em geral, é decorrente de uma resposta inflamatória desencadeada pela vacina. Os nódulos pós-vacinais costumam desaparecer em 15 dias, a não ser que evoluam para a formação de um granuloma. Considera-se normal a manutenção de um pequeno granuloma no local de aplicação por um período de até 3 meses e caso não regrida ter-se-à que investigar o que se passa. Reacções mais dramáticas podem ocorrer na consequência de alergia em resposta a algum componente vacinal - inchaço da cabeça e/ou corpo, vómitos, desmaios entre outros - e requerem tratamento médico imediato.

O Mundo do Lucas: Quais os factores que influenciam o sucesso ou a falha da vacinação?
Marta Guerreiro: Os factores podem ser relacionados com o animal (estado de saúde e imunosuficiência, estado nutricional, presença de anticorpos maternos, idade, gestação,existência de doenças a incubar na aplicação ou parasitas), com a própria vacina (é importante ter noção que nenhuma vacina é eficaz a 100%), erros no seguimento do protocolo vacinal (quer do médico quer e pelo não respeito dos donos das regras aquando a vacinação). 

O Mundo do Lucas: Por diversas vezes, ouço dizer “O meu cão ficou doente depois da vacina”. Será mito? Se sim, importa-se de o desmistificar?
Marta Guerreiro: O facto de não se respeitarem certas regras (mencionadas em cima) pode levar à ocorrência de doença no seguimento de um plano vacinal.

VACINAÇÃO - mais vale prevenir que remediar

17.4.12
Entrevista| As vacinas permitem mais salvar vidas e prevenir que surjam mais casos de doença do que qualquer tratamento médico. Actuam como prevenção primária, conferindo imunidade e evitando o contágio. A verdade é que não são acessíveis a todos os bolsos, contudo quem tem um animal tem o dever de saber que ele comporta custos e que tem de o tratar com a maior das dignidades, proporcionando-lhe os cuidados de saúde que lhe são devidos.
Este será o segundo artigo sobre a VACINAÇÃO que tem o apoio e colaboração da médica veterinária Marta Guerreiro, tal como aconteceu neste.

O Mundo do Lucas: 
Quais as vacinas obrigatórias em Portugal?
Marta Guerreiro: Em Portugal, apenas tem carácter obrigatório a vacinação contra o vírus da Raiva dado que esta doença é uma zoonose (i.é, passível de transmissão animal-humana). 

O Mundo do Lucas: 
Hipoteticamente, trago para casa um cão adulto sem qualquer conhecimento das vacinas que lhe foram administradas, qual o procedimento a adoptar?
Marta Guerreiro: No caso de um cão adulto (i.é com mais de 6 meses) está aconselhado vacinar com uma vacina polivalente contra as doenças já referidas e raiva. O reforço da vacina polivalente deve ser em 3 a 4 semanas e a vacina da raiva será um ano depois. 

O Mundo do Lucas:
 E se for uma cadela grávida, a sua vacinação traz complicações? E se estiver a amamentar?
Marta Guerreiro: Não é aconselhável pois as cadelas gestantes apresentam uma imunodepressão fisiológica resultante do seu estado de gestação (elevadas hormonas circulantes). A resposta à vacinação não será satisfatória por isso é melhor suspender a vacina até terminar a gestação e a amamentação dos filhotes. Note-se que não existem relatos de má formação fetal devido à utilização de vacinas em animais gestantes.

O Mundo do Lucas: 
Após a desparasitação interna, quanto tempo devo esperar para vacinar o meu cão?
Marta Guerreiro: O princípio básico da vacinação exige assegurar que vacinemos um animal "são", o que significa livre de doenças (o que implica que não tem parasitas). Para tal, o mais adequado é efectuar primeiro o tratamento antiparasitário eficaz e depois poderá vacinar. Sugiro 8 a 15 dias de intervalo entre a desparasitação e a primeira vacina.

O Mundo do Lucas: 
Existem medicamentos que impedem a vacinação? E tratamentos?
Marta Guerreiro: Qualquer medicação ou tratamento que altere o estado imunitário do animal (por exemplo, corticosteroides) faz com que a resposta à vacinação seja inferior ao desejável e pode mesmo surgir alguma doença após a sua aplicação. 


VACINAÇÃO - de pequenino se torce o pepino

16.4.12
Entrevista| Possivelmente já ouviram o ditado "De pequenino se torce o pepino". É mesmo de pequeno que se começa a vacinar os nossos animais. A vacinação é um comportamento reiterado na sociedade recomendado pela medicina veterinária. A vacinação é, fundamentalmente, um modo de prevenção não apenas do animal como dos que o rodeiam. 
Em breves artigos iremos abordar a VACINAÇÃO, com a colaboração da médica veterinária Marta Guerreiro.

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Drª Marta Guerreiro -
além de médica veterinária
é também autora do blogue AMMA PET
O Mundo do Lucas: No caso de adquirir um filhote, quais as vacinas que deve tomar e em quanto tempo?
Marta Guerreiro: Os cães estão aptos para a primovacinação (1ª vacina) a partir das 6 semanas e os gatos a partir das 8 semanas. É nesse altura que os anticorpos protectores que foram dados através do leite materno começam a decrescer e daí a necessidade da vacina. Desta forma, devem receber 2 ou 3 doses de uma vacina polivalente específica para a espécie com intervalos de 3 a 4 semanas.
No caso dos canídeos, a vacina deve incluir protecção para doenças como esgana, parvovirose, adeniviroses tipo 1 (hepatites), adenoviroses tipo 2 (doenças respiratórias), parainfluenza canina e leptospirose. Até aos 6 meses deve ser dada a vacina contra o vírus Raiva que só terá reforço anual.

O Mundo do Lucas:  O cachorro pode sair de casa após a 1ªvacina? Não, porquê?
Marta Guerreiro: Após a 1ª vacina a imunidade não fica completa por isso é desaconselhado passeios na rua ou outros locais. A vacinação funciona como construir uma casa - a 1ª vacina só ainda são os alicerces. Recomendo os passeios e banhos apenas 15 dias depois do 2º ou 3º reforço vacinal (dependendo das vacinas que se utilizaram).

O Mundo do Lucas: Para si, a não vacinação é uma questão de saúde pública? 
Marta Guerreiro: Apesar da grande maioria das doenças para as quais os animais são vacinados não serem transmissíveis aos humanos (tal não acontece com a raiva e leptospirose) creio que assumir um eficaz plano de vacinação é acima de tudo uma demonstração do carinho e respeito pelos nossos amigos e pela sua saúde. A primovacinação é essencial pois, como atrás referi, faz-se a "construção da casa" a nível imunitário.

O Mundo do Lucas: Quais as vacinas que realmente precisam ser administradas anualmente?
Marta Guerreiro: Sabemos hoje que os anticorpos produzidos pelas vacinas contra certas doenças podem durar até 2 ou 3 anos após a vacinação. Dessa forma, anualmente deve ser feito o reforço da vacina contra a Raiva e contra a Leptospirose (esta ultima, em zona endémicas, está aconselhada de 6 em 6 meses.) 

O Mundo do Lucas: Na sua opinião, que razões levam muitos veterinários a recomendar tantas vacinas? Estarão envolvidas questões económicas?
Marta Guerreiro: Não nos podemos esquecer que existem profilaxias adicionais como a prevenção da febre da carraça, tosse do canil e agora contra a Leishmaniose. Creio que os médicos veterinários acabam por realizar o aconselhamento de todas e o melhor que o cliente tem a fazer é pedir um bom esclarecimento ao médico sobre as vantagens de cada uma consoante as necessidades do animal. Por exemplo, se o animal não costumar ir para canis ou hóteis e vive somente com a sua família humana, não faz sentido vacinar contra a Tosse do Canil.