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Tufão confessa-se ao Mundo do Lucas

23.8.13
Entrevista| Alguma vez enquanto vagueava pelo Facebook deu de caras com páginas escritas por cães para humanos? Alguma vez questionou o porquê e qual seria o seu público-alvo? Nenhuma destas perguntas me inundou o cérebro quando vi pela primeira vez a página do Tufão. 

A sua página não se resume ao seu mau humor nem a respostas ríspidas, fala abertamente da sua obsessão de se sentir superior face ao Bo e à recente Sunny, de vez em quando manda umas larachas sobre os cães de Rita Pereira. Já se ofereceu para formar Governo e até já se mandou de cabeça para uma sessão fotográfica com produção mais ousada na Cães&Companhia. Ele já apareceu na capa da VIP, no programa da Querida Júlia e no Splash, e ao colo da Conceição Lino.



Tufão, porque decidiste abraçar o mundo das redes sociais?

Uns amigos da Raquel insistiram com ela para que eu marcasse presença no digital, ao início não achou piada, mas depois de um jantar e dois copos de vinho achou que até podia ser uma ideia com alguma piada. Foram mais do que dois copos, para ser sincero. O mais provável era serem garrafas e não copos. De alguma maneira encontraram algum interesse e sentido no que eu tinha para dizer ao mundo. Isto acabou por ser um nicho de mercado, se formos a ver não havia nada como esta página até abril deste ano nas redes. Bom, na verdade havia, mas em mau. Se formos a ver com atenção, eu não abracei a rede, a rede é que se abraçou a mim.


Será o Tufão apenas um cão de língua afiada e uma bola de pêlo?

(risos) Sou mais do que isso. As pessoas acham que sou muito aquilo que aparento ser no facebook, e agora também no instagram, mas na verdade sou um cão que por dentro deste pêlo todo também tem um coração e, de vez em quando, também gosta de um abraço e de alguém que lhe diga “Amo-te”. O grande problema é que na generalidade das vezes as pessoas conseguem tirar-me do sério. Não é questão de ser snob, a questão prende-se ao facto de eu apresentar graus de inteligência muito superiores à maior parte do comum dos mortais. Humanos sobretudo. Eu digo o que me parece que deve ser dito e com o que as pessoas se identificam. O politicamente correto não existe nesta página e acredito que às vezes posts meus podem ofender, mas a piada está aí mesmo. Sou o alter ego de qualquer coisa, o personagem que tu amas odiar.


Fala-nos um pouco mais sobre a tua dona… 

A Raquel é das pessoas com quem melhor me dou dentro da casa. É uma miúda que gosta tanto de fazer televisão como gosta de sapatos e malas, e isso sinceramente cá dentro às vezes irrita-me um bocado porque há sempre loiça para lavar, mas ao mesmo tempo a roupa toda para arrumar. E adivinhem quem fica com o trabalho sujo. A casa costuma estar sempre cheia de pessoas. Umas mais conhecidas, outras menos, outras que nem ela conhece, mas uma coisa é certa: é bem capaz de ser das casas com melhor energia que por aí anda, há sorrisos para dar e vender. No entanto, ainda não é aquela pessoa com quem consigo manter uma conversa decente sobre um assunto mais sério. Enfim, a “tal” um dia há-de chegar. Não sei, isto também é capaz de ser do cansaço, mas só quem está cá dentro e a ser filmado 24 sobre 24 é que percebe.


Se tivesses de a descrever em três palavras, dirias… 
Figura-Ridícula-no-Splash


Se tivesses de dar uma dica aos teus fieis seguidores, qual seria? 
Principalmente que não me chateiem muito. Aos que comentam as minhas publicações, elas que se dispam mais e eles que mandem menos bitaites. Sejam o favor de serem felizes e usem protetor solar. E por favor, parem de me comparar com o cão do Obama. Era como se eu vos comparasse com o Cristiano Ronaldo, mas com menos seguidores. Não faz sentido.


Quem espelha melhor a tua personalidade na tua página de facebook? O Duarte, o Rui Pêgo ou a Raquel Strada?
Prefiro não ser associado a nenhuma dessas pessoas. A minha personalidade é única e independente de qualquer personalidade a que me queiram relacionar. Manter-me entre um teclado e vocês dá-me toda a liberdade para ser quem eu quero ser, à minha maneira e totalmente livre de poder ofender quem bem me apetecer. Para ser sincero, comporto-me como qualquer português no facebook: atrás de um teclado assumo a personalidade de um reacionário, de um personagem que é detentor da verdade absoluta e que acha que tem a solução para tudo o que é problema deste país, quando na verdade sou apenas mais um personagem criado por mim mesmo com um teclado à frente e que tem o céu como limite.

Para ti, um dia perfeito é… Não ter que andar 3 centímetros sem tropeçar num sapato da Raquel. Poder comer o que quiser e não ter que estar sempre a ir à rua, na verdade odeio. Tenho que ver pessoas e fingir que gosto delas. Ficar o dia todo a fazer exercícios na bola de Pilates. Comer. Ver gravações dos Jogos Sem Fronteiras. Sempre adorei o Eládio Clímaco, uma categoria de apresentador. Voltar a comer. Ver os cães da Rita Pereira a serem criticados nas redes sociais. Subir mais umas dezenas de seguidores em comparação ao Boo. Receber o cachet a tempo e horas. Receber mais um convite para assistir a um musical do La Feria e ter toda a bazófia do mundo em recusar. Um dia normal.