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18 coisas que aprendi com o meu cão

25.9.13
Patas&Focinhos Fotografia
Tantas e tantas vezes tropeço em listas sobre isto e sobre aquilo. Sobre tudo e sobre nada. Pelo que resolvi criar a minha própria lista: 18 coisas que aprendi com o meu cão.

Eu tenho vindo a aperceber-me que aprendo todos os dias com o meu cão. Ele é o melhor professor de todas as matérias fofinhas, más cheirosas, pacientes e amáveis. Espanta-me a capacidade que ele tem em continuar a ensinar não só a mim, como ao mundo.

1) As ruguinhas são bonitas, ou, no mínimo, agradáveis. As pessoas certas irão adorar e abraçá-lo.
2) Massagens no bumbum. Nunca teve nenhuma? Não sabe o que anda a perder. É um território inexplorado pelas massagistas.
3) A preguiça pode ser considerada uma virtude , se as pessoas o consideram bonito o suficiente (vergonha: tem que ser muito bonitinho ) .
4) Deitado de barriga para baixo sobre um piso de madeira fria é uma óptima maneira de arrefecer quando está calor lá fora. Eu não aconselho a fazê-lo no trabalho.
5) Às vezes é realmente necessário gastar tempo para encontrar o lugar perfeito para o cocó.
6) Os puns não são nada de que se deva envergonhar. Deve ser sempre dirigido a entes queridos para demonstrar orgulho e lembrá-los do nível de conforto, devoção e carinho. Isso também irá provar a falta de vergonha latente antes mencionado.
7) Lamber pessoas, lugares e coisas desconhecidas, especialmente sem permissão ... quase nunca é uma boa ideia.
8) Longos passeios curam a inquietação.
9) Babar é natural.
10) Amar incondicionalmente e sem medo não é impossível.
11) Às vezes, a felicidade está nas pequenas coisas da vida, como uma colher cheia de manteiga de amendoim ou um brinquedo, o verde da relva no parque.
12 ) Corrida com total liberdade é uma experiência fantástica.
13) A teimosia não está limitada a humanos.
14) A palavra "fofinho " nunca fica velho.
15) O seu cão é e sempre será o seu melhor e mais precioso acessório.
16) Nem toda gente gosta, ou mesmo gosta de cães . Este fenómeno é estranho, tanto para cães e proprietário, mas também é bom. Nem toda a gente tem que fazer.
17) O ronco é tolerável - mesmo adorável - quando está a babar-se de forma tão fofinha e adorável.
18) Nunca devemos tomar como certo que: a nossa língua se encaixa perfeitamente dentro da nossa boca.

O que você aprendeu com os seus animais de estimação passados ​​e actuais ? Qual seria a sua lista?

5 formas de um cão melhorar a auto-confiança do dono

17.9.13

O Lucas está connosco há cerca de 2 anos, pode parecer clichê, mas a minha confiança disparou desde que ele entrou na minha vida. Ele tem sido a grande inspiração por trás d' O Mundo do Lucas, ajudou-me a atravessar períodos realmente difíceis da minha vida, faz-me caminhar 2 a 3horas por dia, ensinou-me a amar e a cuidar de alguém sem esperar nada em troca, fez-me sair da minha zona de conforto. Estou surpresa com o quanto ele me ensinou. 

Acho que muitos de nós, em algum momento da nossa vida, precisamos de lutar com confiança. Precisamos de confiança para dirigirmos o nosso caminho, caso contrário um passo em falso e o fracasso bate à porta. Não deve ter um cão apenas para construir a sua confiança, obviamente, mas é um dos muitos bónus de ter um cão.

1) O seu cão pode servir de inspiração criativa. O Lucas tem sido uma das principais inspirações para O Mundo do Lucas. Eu amo-o tanto que eu já fiz imensos projectos tendo-o por baseno processo criativo. O seu cão pode fazer o mesmo para você , talvez não da mesma forma , talvez o seu cão o inspire a pintar, esculpir , escrever , cozinhar, costurar ou outro. Talvez o seu cão o inspire a criar um projecto de DIY: um laço, uma caminha,... Seja o que for , ser inovador e criativo - na criação de alguma coisa - é um grande construtor de confiança .

2) O seu cão ensina-o a ser responsável. Eu não tenho filhos (ainda) e eu não sei nada sobre como cuidar de uma criança, mas o que eu sei é , possuir um cão é um grande trampolim para a maternidade . Cuidar de um cão exige muito trabalho, dedicação , paciência, tempo, dinheiro e amor, entre muitas outras coisas . É um trabalho duro e quem disser o contrário , claramente nunca foi totalmente responsável por um animal. Sabendo que eu comecei a criar o Lucas já ele estagiava na idade sénior, sinto que a sua forma de estar mudou radicalmente. Não é apenas a bola de pêlo que fica no colo e se deixa mimar horas sem fim. Ele revelou-se um cão incrível, bem comportado, amigável, bem socializado e o cão fantástico que ele é hoje, dá-me muito orgulho. Aprender a ser responsável pelo Lucas, proporcionou-me uma abundância de confiança , especialmente quando os pensamentos sobre o futuro me reprimem . É um pensamento tão maravilhoso ... sabendo que eu sou capaz de cuidar dele, meu orgulho está feliz e próspera.

3) O seu cão obriga-o a exercitar . Mesmo o mais preguiçoso dos cães (cof cof Zurich) requer exercício diário e todos nós sabemos que exercitar e manter a forma nos faz sentir melhor e, portanto , constrói auto confiança e estima. O seu cão é como se fosse a sua forma de prestar de contas perante o exercício físico. O cão tem que sair de casa. O cão tem de fazer exercício físico e um subponto desse facto é que você faça também. O Lucas dá-me uma desculpa para andar por toda parte. É o álibi perfeito. As longas caminhadas com o Lucas (e Zurich) têm sido o complemento necessário para a perda de peso e alcance de objectivos mensais. 

4) O seu cão oferece-lhe apoio emocional incondicional. Não da maneira que um terapeuta faz , é claro (o seu cão não é um substituto para o aconselhamento ), mas ele/ela está sempre lá. Eles são uma presença constante. Um ombro peludo para chorar ou se apoiar. Eles são uma sombra em quem podemos confiar. Eles não nos respondem. Eles nunca o irão julgar. Eles só vão estar lá. Às vezes, isso é tudo que precisamos. Ter uma rocha de confiança para vir para casa todos os dias é um construtor de confiança subtil, mas profunda .

5) O seu cão vai tirá-lo da sua zona de conforto ( no bom sentido!). O Lucas, frequentemente, leva-me a sair da minha zona de conforto. Além de todas as razões que eu referi acima, a forma mais evidente de me colocar fora da minha zona de conforto em situações sociais que jamais me veria se não fosse ele. Estranhos que vêm falar comigo sobre o Lucas, outros donos iniciam conversas, que de outra forma eu não teria coragem confiança de as prolongar. (eu sou era bastante tímida). Com ele tenho ultrapassado grande parte da timidez tão característica da minha pessoa, ainda sou um bocadinho, mas esforço-me para a ultrapassar e ele é o aliado perfeito. Vamos para mil e um eventos caninos e conhecemos outros bloggers e parceiros. Com um cão, você conecta-se a imensas pessoas novas, o que nem sempre é fácil. Quando faz isso, e embora esteja a construir amizades e ligações significativas, está a aumentar a sua confiança.

Como é que o seu cão constrói/aumenta a sua confiança?

Onde começar a treinar para a Maratona do Cão

5.9.13
No próximo dia 14 de Setembro vai acontecer a Maratona do Cão, promovida pelo Continente, que tem como objetivo promover a União Familiar, na qual o cão desempenha um papel fundamental.

Onde?
Parque da Cidade do Porto.
Maratona do Cão é primeiro grande evento que combina atividade física e lazer destinado a dois públicos diferentes, os donos e os seus melhores amigos, os cães. Um dia inteiro repleto de actividades pensadas especialmente para o seu cão: workshops, demonstrações e passatempos. Os mais destemidos podem sempre pôr a teste as suas habilidades numa das duas provas do evento, a Caminhada Canina e a Corrida Canina.

Quando?
Parque da Cidade do Porto - 14 de setembro de 2013

O site da Maratona do Cão está AQUI e tudo o que os melhores donos do mundo têm que fazer é inscrever os vossos heróis numa das provas (caminhada ou corrida canina). As inscrições já estão abertas!

O tempo vai estar bom, o Verão está a acabar, é tudo em prol da sua saúde, por isso, não estou a ver razões válidas para não se juntarem a mim. Por isso, já sabem: sábado, 9h30, na Avenida da Boavista, junto à entrada Sul do Parque da Cidade do Porto.

Vamos lá dog lovers!

A corrida e a caminhada estão na moda e se com estas tendências vêm os inúmeros benefícios prometidos, então está na hora de começarmos. Além de serem extremamente bons exercícios físicos para a perda de peso (10 minutos=perde 110 calorias), exercitam grande parte do corpo e requerem pouca técnica e recursos. No entanto, não basta comprar os calções e as sapatilhas mais trendy e lançar-se ao alcatrão. Vestir roupas giras será uma motivação, mas é apenas uma parte.

Antes de começar a correr deve saber que o calçado deve ser adequado, a sua condição física não se encontra comprometida e que possui um plano de treinos adequado ao seu perfil. Se tudo estiver bem, é só disciplinar-se e começar a actividade física. Se optar por uma companhia do seu melhor amigo de quatro patas, certifique-se que ele está pronto para o exercício, de que possui água e sacos para os dejectos caninos.

Para o ajudar na tarefa de escolher o melhor sítio para correr com o seu quatro patas, sugerimos marginais, parques e jardins pet friendly. Um jardim com uma vista agradável motiva as pessoas. O desporto tem de ter uma componente de prazer. Se for por obrigação, a desistência é o caminho mais certo. Alguns incluem circuitos de manutenção, zonas de descanso e miradouros para que as suas pausas sejam mais agradáveis. Você decide onde quer ir, quanto quer fazer e como se exercitará.
Boas corridas ou caminhadas. Ready. Set. Go.



Não se esqueçam que temos encontro marcado na Maratona do Cão. Trata-se do primeiro grande evento que combina atividade física e lazer destinado a dois públicos diferentes, os donos e os seus melhores amigos, os cães. Um dia inteiro repleto de actividades pensadas especialmente para o seu cão: workshops, demonstrações e passatempos. Os mais destemidos podem sempre pôr a teste as suas habilidades numa das duas provas do evento, a Caminhada Canina e a Corrida Canina.

Quando?
Parque da Cidade do Porto - 14 de setembro de 2013

O site da Maratona do Cão está AQUI e tudo o que os melhores donos do mundo têm que fazer é inscrever os vossos heróis numa das provas (caminhada ou corrida canina). As inscrições já estão abertas!

O tempo vai estar bom, o Verão está a acabar, é tudo em prol da sua saúde, por isso, não estou a ver razões válidas para não se juntarem a mim. Por isso, já sabem: sábado, 9h30, na Avenida da Boavista, junto à entrada Sul do Parque da Cidade do Porto.


Vamos lá dog lovers!
O Mundo do Lucas vai fazer a cobertura a partir da Maratona do Cão ♥

Café canino

3.9.13

Eu não sei onde estas pessoas tomam café, mas claramente que são pessoas mais felizes por "despertarem" melhor que eu. Estas pessoas acordam com um amigo "espuma" (espero que um amigo peludo, também!). Já vi um bocadinho de arte no café, mas nada a este nível. Quero dizer, realmente...quão bom é isto? O primeiro Snoopy é incrível! Como é que fazem para conseguirem esta perfeição?

A bisbilhotar na internet imagens destes cafés com arte, custa-me crer que este tipo de coisas se apenas com espuma. Isto é coisa para dizer aos cafés do Porto "Acordem, meu povo!" 

Quero beber café com Smooshy! Talvez quem sabe possam moldar um Lucas ou um Zurich. Vocês já experimentaram algum café deste género? Qual a chávena de café mais artística que já bebeu?

Eu sei que eu ficaria muito mais feliz em acordar com um canino espumoso no meu café todas as manhãs.

Quem corre por gosto ...

30.8.13

No próximo dia 14 de Setembro vai acontecer a Maratona do Cão, promovida pelo Continente, que tem como objetivo promover a União Familiar, na qual o cão desempenha um papel fundamental.

Onde?
Parque da Cidade do Porto.
A Maratona do Cão é o primeiro grande evento que combina atividade física e lazer destinado a dois públicos diferentes, os donos e os seus melhores amigos, os cães. Um dia inteiro repleto de actividades pensadas especialmente para o seu cão: workshops, demonstrações e passatempos. Os mais destemidos podem sempre pôr a teste as suas habilidades numa das duas provas do evento, a Caminhada Canina e a Corrida Canina.

Quando?
Parque da Cidade do Porto - 14 de setembro de 2013

O site da Maratona do Cão está AQUI e tudo o que os melhores donos do mundo têm que fazer é inscrever os vossos heróis numa das provas (caminhada ou corrida canina). As inscrições já estão abertas!

A procura incessante por um estilo de vida mais saudável não é restrita aos humanos. também o cão tem direito a viver mais e melhor. No contexto actual, onde as pessoas vivem cada vez sob mais stress, em ambientes fechados e com menos disponibilidade para socializarem, há que contrariar esta tendência e promover a partilha de momentos recreativos com os nossos amigos de quatro patas.

Uma corrida com companhia é motivação extra, e se for de quatro patas, tanto melhor. Correr com o seu melhor amigo de quatro patas deixará a corrida mais divertida e diferente e cumprirá a saudável função de fazer o seu cão gastar energias. Todo e qualquer cão saudável pode acompanhar o dono nos passeios e caminhadas, mas se o objectivo é correr saiba que existem raças mais adequadas para esse nível de esforço físico. O seu pug ou um sem raça definida pequeno são bastante simpáticos e adoráveis, mas sendo cães com patas curtas, irá limitar a passada do dono. Não é agradável ver o dono a arrastar o patinhas de forma a ver a sua passada acompanhada.

Cães de porte médio são perfeitos para acompanhá-lo na corrida. Labrador e Golden Retriever, Pastores e Borders darão conta do recado. Se o seu cão não é de raça, não pense que será colocado de parte. Com o tamanho semelhante aos referidos dará um excelente parceiro de corridas. Já a escolha de cães de porte grande como São Bernardo ou Dogue Alemão, poderá não ser a melhor escolha devido ao seu peso e ao impacto da corrida nas suas articulações.

Se o seu cão está um bocadinho mais pesado, considere a hipótese de o submeter a um plano de restrição alimentar antes de o transformar num Usain Bolt. Cães muito jovens ou muito velhinhos devem ser poupados à carga de esforço que uma corrida comporta. Cadelas gestantes ou a amamentar, também deverão ser poupadas.

O cão deve saber acompanhar o dono durante a corrida, de forma a evitar sair disparado e causar lesões na coluna. 

Se decidiu começar a correr acompanhado pelo seu cão, não o faça correr 10km de um dia para o outro. Ainda que ele possa ter predisposição para tal, lembre-se sempre que é melhor aumentar a distância gradualmente. Respeite sempre o ritmo do seu patusco. Se, durante a corrida, tentar parar ou precisar de fazer as necessidades (não se esqueça dos sacos para recolha dos dejectos), dê abertura para que isso aconteça. Se arfar em demasia e procurar uma sombra, talvez seja melhor parar e descansar. 

A cada intervalo de 15 -20 minutos de corrida o seu cão deve ser hidratado com água fresca. É necessário ter bom senso e respeitar sempre os limites do seu cão, se seguir esta dica, com o tempo começará a entender qual a forma mais prazerosa de correr para ambos.

A escolha da coleira e trela é discutível. É importante manter o cão o mais próximo possível de si durante a corrida, isto vai permitir-lhe um maior controlo sob o cão. Nunca corra com o seu cão solto, além de ser proibido, pode tornar-se numa situação complicada. Já se sente preparado para iniciar a corrida com o seu melhor amigo? Ainda não? E se lhe disser que a corrida será benéfica para ambos?
  1. Melhora o condicionamento físico do cachorro e também do dono 
  2. Evita problemas de excesso de peso 
  3. A actividade física liberta no animal hormonas relacionadas com o bem-estar 
  4. Reduz o nível de stress e ansiedade muito comum nos cães que vivem nas grandes cidades 
  5. Estimula o relacionamento entre o dono e o cão 
  6. Promove a socialização com outros animais e outras pessoas 
  7. Forma um novo círculo de amizades entre os que gostam de cães 
  8. Estimula a obediência do seu pet de forma positiva 
  9. Aprimora os reflexos e rapidez tanto do cão como do proprietário 
  10. Oferece mais razões para estarem juntos
Todas as informações assimiladas? Agora chegou a altura de mostrarmos que somos atletas e deixar os nossos patinhas mais felizes do que miúdos a caminho do Disney World.

Onde?
Na Maratona do Cão. Trata-se do primeiro grande evento que combina atividade física e lazer destinado a dois públicos diferentes, os donos e os seus melhores amigos, os cães. Um dia inteiro repleto de actividades pensadas especialmente para o seu cão: workshops, demonstrações e passatempos. Os mais destemidos podem sempre pôr a teste as suas habilidades numa das duas provas do evento, a Caminhada Canina e a Corrida Canina.

Quando?
Parque da Cidade do Porto - 14 de setembro de 2013

O site da Maratona do Cão está AQUI e tudo o que os melhores donos do mundo têm que fazer é inscrever os vossos heróis numa das provas (caminhada ou corrida canina). As inscrições já estão abertas!


Vamos embora dog lovers!
O Mundo do Lucas vai fazer a cobertura a partir da Maratona do Cão ♥

Como escolher o veterinário certo em 8 passos

21.8.13
Patas&Focinhos Fotografia
Saúde| Quando um cão entra na nossa vida, passamos a ser responsáveis pela segurança, saúde, nutrição e cuidados do patusco até ao fim dos seus dias. Encontrar um veterinário capaz de satisfazer a gregos e troianos é difícil. Todos nós procuramos certas e determinadas características, algumas delas são comuns, outras são mais subjectivas. Aqui estão algumas dicas úteis para escolher o veterinário certo para si e para o seu cão.


Comunicação
Junte o seu agregado familiar. Conversem, compartilhem, discutam sobre as qualidades que um veterinário deve ter. Elabore uma lista de perguntas a fazer ao candidato a veterinário. Procure referências de criadores, de associações e outros donos de animais. Dependendo da sua escala de valores, as referências podem ser mais úteis para umas pessoas, para outras a relação pessoal será mais valorizada. Uma média entre as duas será o ideal.

Envolvimento da comunidade
Será que o veterinário se envolve com as questões da comunidade? Convida cães e donos a visitar a clínica só para passarem algum tempo de lazer ( ex: aniversário da clínica, algum dia em especial dedicado a actividades).

Forma de pensar e capacidade de comunicação
Questione o veterinário sobre tudo o que o preocupa. Observe a forma como responde às suas questões, se valoriza o bem-estar do seu cão ou ó se preocupa com o pelim na bolso, se é capaz de fazer passar a mensagem ou enrosca-se no mediquês.


Disponibilidade
Informe-se se pode contar com o veterinário além do horário da clínica/hospital. Se tiver alguma urgência, o veterinário está disponível ou disponibiliza meios de se substituir. Se o seu animal estiver hospitalizado, pode contactá-lo para obter informações.


Equipamentos / serviços médicos.
Uma boa clínica não tem de estar apetrechada de mil e um equipamentos, tem de garantir que os seus utentes têm os melhores serviços e equipamentos dentro das instalações ou fora. Se procura um médico veterinário especialista em determinada área, aí deve garantir que existem os equipamentos e serviços adequados no mesmo local. Uma clínica só perde para um hospital em especificidade e tamanho.


Livre trânsito na clínica/hospital
Peça para fazer uma visita às instalações da clínica/hospital. Um bom profissional via ter orgulho em mostrar as suas instalações e explicar-lhe como funcionam. Verifique as condições técnicas, as de higiene e converse muito com o veterinário para o conhecer melhor, bem como toda a equipa integrante.


Interacção
Observe como o veterinário interage com os animais na clínica. Será que os trata calmamente? 
Ao optar por um veterinário, tente que o primeiro encontro seja feito num ambiente casual e amigável, para que você consiga ver a energia do seu cão e se se sente confortável com o veterinário. 


Veterinário e assistentes de veterinária
Será que estão bem informados e sensibilizados para a causa animal? Ter a confiança num profissional é sempre o melhor caminho. Poderão existir momentos em que será necessária a presença de mais do que um profissional, como, por exemplo, no caso de indicações de casos clínicos para especialistas, mas os bons e éticos profissionais somente atenderão ao quadro e depois retornarão os clientes aos seus respectivos colegas de origem.
Além de uma boa capacidade técnica deve procurar algumas características, que o diferencie dos demais, e que você, dono de um animal, pode usar como, por exemplo, a simpatia, empatia, cordialidade, paciência, predisposição para ouvir o cliente, tranquilidade e comprometimento.
Conversar com os clientes e pedir informações sobre o profissional é importante, mas a confiança e a relação pessoal construída a partir da sinceridade entre as partes, através do respeito e da troca de responsabilidades para obter o bem-estar do animal e da sua família, serão um grande diferencial!

Em todas as considerações aplique o princípio dos 4 olhos. Leve alguém consigo, alguém imparcial que possa alertá-lo para pequenos detalhes.

Ensine o seu cão a nadar

21.6.13
Patas&Focinhos Fotografia
Uma das melhores coisas a fazer no Verão é podermos ir até à piscina, é melhor ainda quando podemos levar um cãopanheiro. Já que o acesso à praia está condicionado, se tiver acesso a uma piscina pode ser o incentivo que lhe faltava para ensinar o seu cão a nadar. Com as férias a chegar, ensinar o Zurich a nadar vai ser muito especial. Se vai incentivar o seu cão a entrar na água e ensiná-lo a nadar, tenham em atenção alguns pontos, especialmente se é a primeira vez.

Segurança em primeiro lugar
Só porque você tem um cão, isso não significa que ele vai ser um nadador natural. Na verdade, algumas raças - o bulldog, por exemplo - não conseguem flutuar e vão ao fundo, se as lançar à água sem colete salva-vidas. 
Muito barulho e actividade podem ser uma distração. Comece numa área tranquila do lago, rio ou piscina, e mantenha o seu cão na trela. Para o caso de ocorrer alguma eventualidade, a trela pode ser uma óptima aliada para uma rápida intervenção. A trela não deve sair até que o seu cão seja capaz de nadar sozinho e responda à chamada.
Nunca (Nunca!!) deixe um cão sozinho na água, nem mesmo por um minuto. E por favor, não atire o seu cão à água para o seu primeiro mergulho. Isso só vai assustá-la a ponto de nunca mais querer nadar novamente.

Comece devagar
Ao ensinar o seu cão a nadar, comece numa área pouco profunda para que possa andar ao lado do seu cão. Coloque o colete salva-vidas, a trela e caminhe lentamente em direcção à água, deixo-o acostumar-se a ter os pés molhados.
Se o seu cão se mostra relutante, experimente trazer o seu brinquedo preferido ou um biscoito para o incentivar a caminhar em direcção à água. Quando ele entrar na água, elogie-o. Aos poucos vá aumentando a profundidade da água até o seu cão começar a nada para se manter à tona. Neste ponto, você pode colocar um braço debaixo da barriga do seu cão, se ele precisar de um apoio extra.
Isto pode ser um incentivo para começar a nadar, também, com as patas traseiras. Continue a apoiá-lo até que pareça confortável e use os quatro membros para nadar. Se nalgum momento o cão entrar em pânico, volte para a zona menos profunda e deixe-o acalmar antes de tentar novamente.

Você não quer que o seu cão a usar apenas as pernas dianteiras para nadar, como ela vai cansar mais rapidamente e mergulhar. Continue apoiando-a até que ela parece confortável na água e está usando todos os quatro membros para nadar. Se em algum momento ela parece estar em pânico, volta-se para a água rasa e deixá-la se acalmar antes de tentar novamente.

Pós-aula
Quando a aula terminar, está na hora de tirar o seu cão da água. Com tempo mostre-lhe a forma correcta e segura de sair da piscina, para que, numa próxima vez, ele saiba encontrar o seu próprio caminho. Um bom duche de água doce irá ajudar a livrar-se de quaisquer resíduos químicos. Finalmente, hora de lhe dar muitos elogios, mimos e quem sabe um biscoito extra. Isto vai ajudar o seu cão a associar diversão à experiência de natação.

Se tem uma piscina de fácil acesso em casa, sem qualquer tipo de protecção, considere ensinar o seu cão a nadar tão cedo quanto possível e a agir em prol da sua própria vida caso de caia à água.

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Dr. Pedro Nabais: Dog Treats, como e quando devemos dar

22.5.13
Patas&Focinhos Fotografia
Exclusivo| Dar biscoitos ao nosso animal por tudo e por nada não deve ser uma prática reiterada no nosso quotidiano. Sabem observar a tabela nutricional que vem nas embalagens? Sabem o que cada palavra significa? Sabem as consequências que a não observação de determinados aspectos pode causar? Há que ter a devida atenção na hora de escolher e na quantidade, como explica o Dr. Pedro Nabais, Veterinário – Director Técnico Naturea Petfoods.

Nunca como agora, a questão das guloseimas caninas, habitualmente designados por “dog treats”, foram tão faladas, e infelizmente, pelos piores motivos. Nos últimos dias, temos assistido a várias noticias (http://vitals.nbcnews.com/_news/2012/09/14/13865945-pet-jerky-treat-death-toll-360-dogs-1-cat-fda-says) que vão dando conta de uma série de problemas registados em cães e gatos, provocados pela ingestão de alguns desses produtos. Estes “acidentes”, apenas nos relembram da importância que temos de dar à escolha de tudo aquilo que damos aos nossos amigos de quatro patas, onde temos de incluir as próprias “guloseimas”. Por esse facto, a origem, os ingredientes e os conservantes, devem ser analisados antes de qualquer compra, e a escolha deve depender da confiança nesses parâmetros. Biscoitos e tiras secas fabricadas a partir de subprodutos, originários de países desconhecidos e/ou duvidosos, com a utilização de conservantes artificiais, ou esterilizados com recurso a radiações, na nossa opinião são sempre de colocar de parte. 

Os ingredientes deverão ser o mais naturais possíveis e com a máxima qualidade possível, de preferência aprovados para consumo humano. Mesmo quando os fabricamos em casa, há uma série de aspectos que temos de ter em atenção, pois as nossas guloseimas, são muito diferentes das “guloseimas caninas”. O sal, os temperos, o açúcar, os cereais, são tudo ingredientes a evitar, tal como o Chocolate, que como sabemos, é tóxico e muito perigoso para os nossos amigos de quatro patas.

A quantidade a administrar, é sempre relativa e deve ter em conta a componente calórica do alimento. Como o próprio nome desse tipo de produtos indica: “Alimentos complementares para cães e gatos”, os mesmos são pensados e fabricados para serem administrados em complemento à alimentação habitual. Dessa forma, independentemente do tipo e até a qualidade do produto que estamos a falar, deverá ser sempre a excepção e não a regra, isto é, deverão ser dados apenas em “ocasiões especiais” e não satisfazer a vontade da rapaziada, e fazer disso a sua alimentação base. Como recompensa por uma boa acção, ou como um “miminho” quando nos apetece (a nós), é, e deve ser sempre, suficiente. 

Um pormenor importante, é que a quantidade da alimentação completa diária habitual deverá ter em atenção os “extras” que foram administrados durante o dia, ou seja, quando abusamos nos “miminhos” e/ou recompensas, não nos podemos esquecer de ajustar a quantidade de alimento completo administrado. Caso contrário, corremos sérios riscos de ficarmos com uns amigos de quatro patas muito redondos.

9 formas do cão promover a saúde mental do dono

15.5.13
Patas&Focinhos Fotografia
Saúde| Quantas vezes nos sentimos num dia não e lá vem um quatro patas encher-nos de mimos? Quando mal me consigo levantar do sofá, me sinto cansada ou sem forças, os meus cães vêm em meu socorro. Mimos em dobro!! Um lambe-me a mão, outro tenta dar turrinhas. À maneira deles conseguem motivar-me a levantar, vestir e sair porta fora para caminhar ou apenas para brincar com eles. Eles conseguem sempre um sorriso meu, não importa o quão triste ou desmotivada eu esteja.

Não estou sozinha. Acontece que todos os animais, e não apenas os de terapia, podem ajudar a sua mente, corpo e espírito. Ora, aqui vão nove razões:

1. Eles levam-no a passear
O sol dá-lhe uma dose extra de vitamina D. Juntando o sol com ar fresco, o seu humor sentir-se à um bocadinho mais positivo. A vitamina D ajuda a prevenir as famosas depressões, cancro, obesidade e ataques cardíacos. Além disso, quando você sair com o seu animal de estimação, estará a interagir com a Natureza. Tente tirar um momento para escutar as árvores, sentir o vento a bater no seu rosto e o sol a iluminar a sua pele. Os sons da Natureza podem ser extremamente calmantes. 

As idas à rua são oportunidades de socialização para si e para o seu cão. O seu cão abrirá o caminho para que você quebre o gelo e faça novas amizades. Combinar com outros donos passeios em conjunto ou apenas uns momentos de brincadeira com outros peludos. O seu cão pode ser a oportunidade de conhecer a sua alma gémea (como nos filmes) ou a vizinhança. 

2. Eles não param
Passear o seu cão e fazer actividades ao ar livre, como o lançamento do frisbee, dar-lhe-ão um impulso de energia e permitir-lhe-à abstrair-se de todos os seus conflitos mentais. O seu cão fará de si uma pessoa mais saudável fisicamente, fortalecendo os seus músculos e ossos, e mentalmente, a auto-estima elevar-se-à.

Os estudos têm demonstrado que os donos de animais - adultos ou crianças- têm a pressão arterial mais baixa, bem como uma diminuição do colesterol e triglicerídeos, nos donos de cães mais activos fisicamente. Nos donos, também, têm sido observados uma melhor circulação sanguínea e um menor risco de sofrer graves problemas cardíacos. Corpo são, mente sã!

3. Eles contribuem para que seja imune a alergias, asma e afins
Para muitos, pode parecer um paradoxo, mas as crianças que crescem em lares com patudos estão menos propensos a desenvolver alergias comuns. Os estudos sugerem que ficar perto de um cão que passa parte do seu dia ao ar livre fortaleceria o sistema imunológico de uma criança, no seu primeiro ano de vida.

Assim, as crianças que convivem com cães têm menos probabilidades de apresentar alguns tipos de infecções nos ouvidos ou problemas respiratórios do que aquelas que não têm animais de estimação. Os gatos também ofereceriam esta protecção aos bebés, contudo o efeito seria menor quando comparado aos cães. As alergias podem levar as pessoas a tornarem-se letárgicas, apáticas, sofrerem de insónias - comportamentos que os torna mais vulneráveis ​​a problemas de saúde mental, como a depressão.

4. Mimar reduz o stress
O movimento rítmico de acariciar pode ser reconfortante para o seu cão ou gato e para si! Concentre-se nos movimentos repetidos, na pele macia, nas respirações profundas. Quando você se "conecta" ao seu animal, a oxitocina - hormona relacionada com o stress e o alívio da ansiedade- é lançada, ajudando a reduzir a pressão arterial e os níveis de cortisol baixam.

5. Abstração da realidade
Estar com o seu cão é estar envolvido com ele, isto é, os seus pensamentos/problemas que tão o afligem são esquecidos por momentos. Quando vocês está com ele, é só isso. Você e ele. Uma óptima oportunidade de tirar fotografias ou fazer vídeos com as palhaçadas peludas.

Com a rotina diária, esquecemo-nos de nos divertir, por isso pegue no seu 4 patas, vá correr, brincar, saltar e seja feliz!

6.Diminuição da solidão
Se você não gosta de estar sozinho, os animais de estimação podem ser grandes companheiros. Muitas vezes um animal de estimação, age por intuição e vai procurar o dono, que se sente num dia não, recusando-se a permitir-lhe ficar sozinho. Certifique-se que pode cuidar de um cão tal como ele merece antes de o levar para casa. Lembre-se que um animal não deve ser usado para preencher um vazio temporário e depois ser posto de lado. Um cão ou um gato é um compromisso para a vida, como se de uma relação mãe/pai e filho se tratasse.

7. Melhores psicólogos
Com o seu animal de estimação, você pode conversar sobre tudo - o seu dia, os seus sonhos, os seus planos. Com ele, você pode falar até os seus segredos mais íntimos sem receios que alguém fique a saber. Um cão ou uma pessoa são perfeitos para serem a pessoa fictícia com quem você pode treinar um diálogo.

Como curiosidade, eu, treino imensas vezes as minhas sabatinas com o Lucas. Falo com ele como se estivesse a debitar matéria a um professor. E, ele nunca me mandou às favas. 

8. Amor incondicional
Quando você chega a casa, não fica super contente por ver um patudo à sua espera? A cauda a abanar, a língua de fora, a boca que parece esboçar um sorriso. Pequenos grunidos ou purrss. O seu 4 patas não se importa se o trabalho correu mal ou a sua vida escolar não vai da melhor forma, ele apenas o ama. Ele fica imensamente feliz só por vê-lo. Só quer estar perto de si para o mimar e ser mimado.

9. Uma motivação, um propósito
Se se sentir invadido por pensamentos negativos, o seu animal de estimação pode dar-lhe o alento que a sia vida necessita. Ao cuidar do seu animal de estimação, você estará concentrado em algo diferente da sua própria vida, de si mesmo. 

Quando o seu cão coloca a pata dele na sua mão,sem que esteja à espera, você sorri? Quando ele se deita de costas e rebola só para chamar a sua atenção? Claramente que você sorri! Ao você sorrir estará a contribuir para um aumento de serotonina e dopamina, importantes neurotransmissores que ajudam a regular o humor, o sono, apetite e ainda enxaqueca.

Precisa de mais razões para se divertir com o seu canino ou felino? Pegue numa bola, no seu bichinho e vão passar momentos prazerosos juntos. Se não tem um animal de estimação, lembre-se que pode ser voluntário numa associação e fazer feliz um ou vários patudos. Existem muitos animais que podem beneficiar do seu amor, você sentirá os benefícios e eles também.
Acha que faltam mais benefícios? Adicione nos comentários!

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Diário de Bordo #1

26.4.13
Diário de Bordo| A Mãe Natureza tem sido uma verdadeira mentirosa! Sei que isto pode ser ofensivo para algumas pessoas, mas, a sério, tira casaco de inverno, coloca casaco de primavera, tira o de primavera, coloca o de inverno, isto tem sido uma verdadeira indecisão. Ora as janelas podem estar sempre abertas para desfrute dos patudos cá de casa, ora têm de estar fechadas. Tudo está em flor e andamos nós todos indecisos entre os casacões e as roupas leves.

Para quando os tempos quentes e deliciosos, com fins-de-tarde prolongados na esplanada, roupas de veraneio? Temos uns dias de um calor exemplar que a gente não se importa nada que venha para ficar, e de repente a senhora meteorologia vem dizer que se aproximam dias frios com possibilidade de chuva e/ou neve nas terras altas? Está tudo doido? Já não se pode fazer planos para um fim-de-semana que tinha tudo para ser perfeito?

Apesar do frio anunciado, o céu está perfeitamente azul e o sol em pleno vigor. O Lucas e o Zurich saíram à rua nus. Apenas cobertos com os seus tão característicos pêlos, piores que a imagem tão famosa de Adão e Eva. Abdicaram das suas vestes, em prol de um bom passeio pela Baixa portuense. 


Houve tempo para passar pela Praça Carlos Alberto, onde foram fotografados por Hugo Moutinho Photography. Outrora Praça dos Ferradores, devido à concentração de profissionais no local. Adoptou o nome de Carlos Alberto, nome do rei do Piemonte e da Sardenha, em memória da estadia  deste na Hospedaria do Peixe, aquando do seu exílio.
Descansaram à sombra no Jardim da Cordoaria. Após saciarem a sede, pusemos patas ao caminho e fomos explorar o novíssimo Passeio dos Clérigos, passagem que corta a Praça de Lisboa, ligando a Torre dos Clérigos à Livraria Lello. Esta passagem surge agora ao ar livre, como se de uma nova rua se tratasse.
Descemos até à Avenida dos Aliados e deixamos os patudos satisfazerem as delícias dos turistas. Uma fotografia aqui, um mimo acolá.

E assim se fazem felizes dois cães e uma dona.

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É de noite...

9.4.13


Patas&Focinhos Fotografia

É de noite.
Um cão corre assustado pela berma da autoestrada. 
Ultrapasso-o e páro. O cão estaca.
Aproximo-me e ele foge no sentido contrário. 
Perco-o. Nas autoestradas (como na vida) a
inversão de marcha não é permitida.
(Como fazer para que o medo acabe 
e para que não me fujas?)

Dulce Maria Cardoso
autora de "O retorno", edições Tinta da China

Eutanásia: uma morte indolor

19.3.13
Patas&Focinhos Fotografia
Saúde| O procedimento deve ocorrer com base na ideia de que a eutanásia é necessária e que o óbito correrá sem que haja sofrimento e sem a precedência de stress adicional. Eutanásia etimologicamente significa morte sem sofrimento ou boa morte, termo derivado do grego: eu (bom) e thanatos (morte). Não sugere ser o termo adequado ao processo de abate de animais com outras finalidades subjacentes. 

A morte humanitária de um animal executada por meio de um método que produza inconsciência rápida e subsequente morte sem expressão de dor ou agonia ou um método que utiliza drogas anestésicas em doses suficientes para produzir a perda indolor da consciência seguida de paragem cardio-respiratória.  O cão morre a dormir. Realizada por um bom profissional, dentro da ética, não há sofrimento para o animal. Inevitável é o sofrimento do dono, mas esse sentimento logo se transformará num grande alívio por ter livrado o seu companheiro da dor.

A eutanásia pode ser vista sob várias perspectivas: para o animal, ela só deve ser aplicável quando o seu sofrimento seja de tal forma incapacitante e a dignidade do animal esteja comprometida de tal forma que esta seja a única via; para o veterinário, o método seja seguro e não provocar choques emocionais; para o dono, este é quem toma a decisão final, deve aconselhar-se em mais que um profissional veterinário, deve atender aos seus princípios, analisar a situação e só depois decidir. 

Neste processo, é importante que o dono tenha uma decisão consciente já que se tocará irreversivelmente em fortes laços afectivos levando a reacções mais emotivas. A literatura menciona os efeitos na personalidade e no comportamento das pessoas, em consequência da prática da eutanásia, tais como insatisfação, alienação, absenteísmo, agressividade. Isto, claro está em casos extremos, onde não haja uma preparação emocional, psicológica, onde ainda restem dúvidas se é ou não o melhor para o animal.

Para além da picadela da injecção e da dor aguda que algumas substâncias podem produzir na veia, o procedimento é indolor. Normalmente, administra-se uma dose de barbitúrico, um narcótico, de maneira a que o cão caia de imediato num estado de inconsciência e a seguir o coração deixe de bater. 
Alguns veterinários administram um sedativo, em primeiro lugar, que adormece os músculos, tranquiliza o cão e não permite que sinta dor. Todos os que tomam parte neste processo devem, na medida do possível, procurar comportar-se de maneira que não provoque insegurança ou medo ao animal. Que a pessoa em quem ele confia o acompanhe e lhe dê apoio é uma questão de lealdade e gratidão e um último serviço de amigo prestado a um companheiro fiel.

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