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Estudo americano realça importância de chips em cães e gatos

19.6.13
Patas&Focinhos Fotografia
Um estudo realizado por uma universidade americana realça a importância do microchip nos animais de companhia, quando estes se perdem, mostrando como a colocação destes dispositivos tem permitido aumentar exponencialmente o número de animais que retornam às suas casas.

O estudo foi realizado por uma equipa liderada por Linda Lord, professora de medicina veterinária da Ohio State University, e foi recentemente publicado noJournal of the American Veterinary Medical Association.

De acordo com os resultados obtidos, o número de gatos que regressam a casa aumentou cerca de 20 vezes. Já em relação aos cães, o número de retornos cresceu cerca de duas vezes e meia, relativamente aos números anteriores.

Estes dados são obtidos em abrigos que fazem a recolha de animais em 23 estados e em 53 instituições. A comparação é feita com dados anteriores, onde a referência era o número de telefone e a morada do proprietário na coleira dos animais.

Nos Estados Unidos ainda não é muito frequente os animais terem microchip, mas os números demonstram o sucesso que este tipo de aparelho pode ter na procura dos donos pelos animais de companhia, quando estes se perdem.

Mesmo assim, este estudo demonstrou algumas lacunas, já que parte significativa dos animais identificados - cerca de 10% - não pôde ser entregue aos donos, por os números de telefone estarem errados, ou porque os donos mudaram de número e essa alteração não foi comunicada aos serviços de registo.

As 53 instituições que colaboram com este estudo fazem, por protocolo, um varrimento de chip a todos os animais que acolhem e, nos animais identificados, mais de 70% dos donos pretendiam ter os seus animais de volta.

Este estudo envolveu 7704 animais aos quais foram implantados microchips e que foram parar a algum destes abrigos.

Outro factor a ter em conta, segundo o estudo, é a dificuldade em identificar os chips em alguns animais. Se é verdade que mais de 87% dos casos foi de imediato possível identificar o chip aquando da recepção dos animais, cerca de 10% só foram descobertos na consulta veterinária a que todos os animais são sujeitos quando chegam aos abrigos, e cerca de 2,5 % numa última tentativa de identificar um chip quando os animais já iam para abate, por ninguém os reclamar ou não terem sido adoptados. Como esta dificuldade pode ser dos aparelhos de scanner das instituições envolvidas, depois de terem sido recolhidos os dados foi aconselhado às instituições envolvidas que rastreassem os animais várias vezes, na tentativa de aumentar o número de animais identificados.

Foi também solicitado aos veterinários que, nas consultas anuais aos animais que observam, façam sempre um varrimento ao chip para aferir os dados do animal e confirmá-los com o respectivo dono, e para alertarem os donos para a necessidade de fazerem a alterações dos dados sempre que mudem de casa ou de telefone.

Em resultado do estudo, foi também criada uma base de dados nacional para todos os animais com chip, para permitir um mais fácil acesso aos dados do dono sempre que algum animal seja encontrado.

Apesar de o número de animais identificados com microchip estar a aumentar nos Estados Unidos, a verdade é que só 1,8 % dos animais que entraram nos abrigos usava este sistema de identificação. Estima-se que só cerca de 5 % de animais de companhia nos Estados Unidos, entre cães, gatos e cavalos, estarão identificados com chip.

Numa tentativa de aumentar o número de animais identificados com microchip, muitas das entidades que colaboraram com este estudo instalam-nos gratuitamente nos animais que vão ser dados para adopção, quando estes encontram uma família que os acolha.