Top Social

Efeitos do cão no primeiro ano de vida de um bebé

18.1.13
Saúde| Quantas vezes já escutamos histórias de pediatras que afirmam que para melhorias das alergias e problemas respiratórios o cãozinho tem de sair do ambiente familiar? A verdade é que escutava-se mais este tipo de "feitos" há uns anos atrás, contudo se o Pediatra disser para tirar o cãozinho de casa, deite fora o pediatra e não o cão. Actualmente, os estudos nesta área têm sido vários e em diversos países.

Um estudo publicado na revista americana Pediatrics, não especifica os motivos do resultado, mas sugere que ficar perto de um cão que passa parte do seu dia ao ar livre fortaleceria o sistema imunológico de uma criança, no seu primeiro ano de vida.
Assim, as crianças que convivem com cães têm menos probabilidades de apresentar alguns tipos de infecções nos ouvidos ou problemas respiratórios do que aquelas que não têm animais de estimação. Os gatos também ofereceriam esta protecção aos bebés, contudo o efeito seria menor quando comparado aos cães.

"As crianças que tiveram contacto com cães e gatos em casa ficaram significativamente mais saudáveis durante o período do estudo", destacam os médicos do Hospital Universitário Kuopio na Finlândia.

A diferença mais notória foi observada entre as crianças que convivem com um cão dentro de casa durante seis horas por dia, contra aquelas que não têm animais de estimação ou colocam-nos fora de casa.

"Apresentamos uma evidência preliminar de que ter um cão pode ser benéfico contra infecções no trato respiratório durante o primeiro ano de vida", destaca o estudo.

A conclusão dos médicos foi de que os bebés que convivem com gatos ou cães têm 30% menos hipóteses de apresentar sintomas de infecções respiratórias - que incluem tosse, rinite e febre -, enquanto quase metade provavelmente não sofrerá de infecções nos ouvido. O resultado foi significativo, inclusivé depois que os cientistas descartaram outros factores influentes, como não ter sido amamentado, ficar na creche, ser criado por fumadores ou por pais com asma, ou conviver com outras crianças. Além de ter menos infecções nos ouvidos e infecções respiratórias, os bebés que vivem com cães tendem a precisar de menos tratamentos com antibióticos em comparação com aqueles que vivem em casas sem animais.

Estudos anteriores demonstraram resultados diversos, desde os que que apontaram que ter animais de estimação não representa nenhum benefício para as crianças até aos que afirmam que o contacto com animais ofereceria protecção contra resfriados e doenças gástricas. Os autores do estudo na Finlândia destacam que a sua análise diferencia-se por se ter concentrado exclusivamente no primeiro ano de vida e não inclui a presença de outras crianças.

Podem consultar o estudo completo, aqui.