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Estudo português conclui que Leishmaniose é endémica no interior do país

29.4.13

Saúde| Estudo português realizado pelo Observatório Nacional das Leishmanioses (ONLeish), conclui que Portugal é um país endémico e que a leishmaniose canina prevalece em todo Portugal Continental, com maior expressão nas zonas do interior.

Este estudo da prevalência da Leishmaniose Canina, foi o maior alguma vez realizado em todo o mundo e permitiu a avaliação desta infeção em todo o país.

A leishmaniose canina é uma infeção grave transmitida por um inseto, semelhante a um mosquito, o flebótomo. Trata-se de uma doença sem cura, que se não tiver tratamento, poderá levar à morte do cão. É uma doença zoonótica, ou seja, é transmissível ao Homem, o que faz com que seja um risco para a Saúde Pública.

“A análise da prevalência da doença entre cães de todos os distritos de Portugal Continental permitiu identificar que muitas vezes o aumento de casos de infeção deve-se a fatores “externos” ao Homem, como mudanças climatéricas”, explica Lenea Campilho, Presidente da ONLeish.

Segundo o estudo, a prevalência da Leishmaniose Canina encontra-se maioritariamente nas regiões do interior do país, nomeadamente Beja, Portalegre e Castelo Branco, no entanto, a doença ocorre em todo o Portugal Continental; afeta cães na faixa etária dos 2 ou mais anos de idade, que passam a maior parte do tempo ao ar livre e os animais com pelo mais curto e de raça pura.