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DIVÓRCIO - Separação de casais: com quem fica o animal?

5.4.12
Um divórcio é um processo complicado, não só para o casal ,mas para os que os rodeiam - filhos e animais. O processo exige muito a nível emocional e a nível temporal. O stress dos donos passa para os seus animais - seja cão, seja gato. Discussões podem levar o seu cão a ficar nervoso e exteriorizando isso de variadas formas: ladrarem, destruírem mobília, começarem a demarcar a casa.  Não negligencie o comportamento do seu cão, se ignorar existe probabilidade de tal se agravar.
E se tornar o seu cão um aliado neste processo doloroso? Quando a discussão aquecer, saia para passear o seu cão. Quando se fechar no quarto, leve o seu cão e faça dele o seu ombro amigo. Ao apoiar-se nele está a inclui-lo e a prevenir problemas comportamentais
Quando há lugar a uma separação o património comum tem de ser partilhado. Considera-se, para este efeito, que o cão é considerado um bem "que pertence a quem o adquiriu ou a quem foi doado". Parte-se do entendimento comum,  que os cônjuges querem o melhor para o animal. Se o animal foi ofertado, não veja isso como uma recordação da pessoa com quem quer terminar o vínculo matrimonial, veja o animal com toda a sua dignidade e identidade.
Se nenhuma das partes se dignar a ficar com o animal, encontre um lar, onde ele se sinta bem e amado, ao invés de o abandonar. 
Se por ventura existem filhos, o ideal é manter o animal junto da criança. Este pode ser o poro-seguro da criança e neste processo é dever dos pais tentar minimizar os danos colaterais.
Se não existem crianças e ambos os cônjuges querem ficar com o animal, o cão deve ser atribuído ao "alpha" da família para evitar o aparecimento de problemas comportamentais.
No caso de haver mais que um cão, o ideal é mante-los todos juntos para, mais uma vez, evitar o aparecimento de problemas comportamentais.
Dividir a "guarda" do cão isto pode resultar, mas o relacionamento entre as duas partes tem de ser muito bom para que possa haver uma rotina ,e por conseguinte o cão habituar-se; e, não aumentar o stress com discussões que irão certamente afectar o animal.

Se mudar de casa e levar o animal consigo, leve todos os bens dele para que ele se sinta em família e seguro. Pense sempre no bem do animal ao invés de ganhar ou derrotar a outra parte.