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VACINAÇÃO - mais vale prevenir que remediar

17.4.12
Entrevista| As vacinas permitem mais salvar vidas e prevenir que surjam mais casos de doença do que qualquer tratamento médico. Actuam como prevenção primária, conferindo imunidade e evitando o contágio. A verdade é que não são acessíveis a todos os bolsos, contudo quem tem um animal tem o dever de saber que ele comporta custos e que tem de o tratar com a maior das dignidades, proporcionando-lhe os cuidados de saúde que lhe são devidos.
Este será o segundo artigo sobre a VACINAÇÃO que tem o apoio e colaboração da médica veterinária Marta Guerreiro, tal como aconteceu neste.

O Mundo do Lucas: 
Quais as vacinas obrigatórias em Portugal?
Marta Guerreiro: Em Portugal, apenas tem carácter obrigatório a vacinação contra o vírus da Raiva dado que esta doença é uma zoonose (i.é, passível de transmissão animal-humana). 

O Mundo do Lucas: 
Hipoteticamente, trago para casa um cão adulto sem qualquer conhecimento das vacinas que lhe foram administradas, qual o procedimento a adoptar?
Marta Guerreiro: No caso de um cão adulto (i.é com mais de 6 meses) está aconselhado vacinar com uma vacina polivalente contra as doenças já referidas e raiva. O reforço da vacina polivalente deve ser em 3 a 4 semanas e a vacina da raiva será um ano depois. 

O Mundo do Lucas:
 E se for uma cadela grávida, a sua vacinação traz complicações? E se estiver a amamentar?
Marta Guerreiro: Não é aconselhável pois as cadelas gestantes apresentam uma imunodepressão fisiológica resultante do seu estado de gestação (elevadas hormonas circulantes). A resposta à vacinação não será satisfatória por isso é melhor suspender a vacina até terminar a gestação e a amamentação dos filhotes. Note-se que não existem relatos de má formação fetal devido à utilização de vacinas em animais gestantes.

O Mundo do Lucas: 
Após a desparasitação interna, quanto tempo devo esperar para vacinar o meu cão?
Marta Guerreiro: O princípio básico da vacinação exige assegurar que vacinemos um animal "são", o que significa livre de doenças (o que implica que não tem parasitas). Para tal, o mais adequado é efectuar primeiro o tratamento antiparasitário eficaz e depois poderá vacinar. Sugiro 8 a 15 dias de intervalo entre a desparasitação e a primeira vacina.

O Mundo do Lucas: 
Existem medicamentos que impedem a vacinação? E tratamentos?
Marta Guerreiro: Qualquer medicação ou tratamento que altere o estado imunitário do animal (por exemplo, corticosteroides) faz com que a resposta à vacinação seja inferior ao desejável e pode mesmo surgir alguma doença após a sua aplicação.